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MOBILIDADE 2

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  Muitas são as boas ideias que podem ser aplicadas ou adaptadas às cidades planejadas ou às existentes. Expomos algumas experiências que acompanhamos em práticas no campo da mobilidade: Elevadas e Passarelas • Na cidade, as obras de arte especiais, como passarelas e elevadas, devem ser implantadas nas vias de trânsito rápido e nas suas conexões com as arteriais. Evidentemente que muitas vezes são superestruturas indispensáveis à mobilidade rápida ao longo do próprio traçado das vias arteriais, e sendo assim, devemos ao menos minimizar os impactos nocivos de suas inserções junto à malha urbanizada. Uma alternativa menos danosa a esses entraves visuais e peatonais dos cruzamentos com transposição é a execução de pequenas trincheiras com pontes, cavando todo o vão de passagem ou a altura do meio. Por exemplo, para uma avenida passar por outra a uma altura mínima de 4,5 m, a travessia seria feita simplesmente transpondo o buraco de 4,5 m por uma ponte ou como uma pequena via elevada s...

SUSTENTABILIDADE 1

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  Parque Yanweizhou, em Jinhua, China,  em estação seca e estação chuvosa.  Nossa homenagem  ao projetista,  criador do conceito Cidade-Esponja . O  paisagista Kongjian Yu mo r reu   semana passada (23/09/2025)  n um  acidente aéreo no Brasil . Em tempos em que vivenciamos consequências nocivas de más decisões pretéritas às temáticas ambiental, social, e econômica, que formam o tripé da sustentabilidade urbana, fica evidente a importância da sustentação desse sistema. Se o surgimento de uma cidade - o habitat do ser urbano - impacta diretamente a natureza que cursava intocada e harmoniosa na história da Terra; logo devemos atenuar ao máximo os danos desse desenvolvimento, e para isso, seguem alguns tópicos importantes. Equilíbrio Socioeconômico Onde o meio natural é o princípio de tudo, é importante pesar que um desenvolvimento econômico que desconsidere a manutenção da natureza ou a saúde física e mental da população terá prej...

PLANO-SEQUÊNCIA 1

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  Eixo Oeste, Curitiba Seria mais fácil criar uma cidade a partir do zero, como foi Brasília. Contudo, no trabalho de consultoria urbanística, identificando problemas e apresentando possibilidades às cidades existentes, o maior desafio está em conseguir aplicar conceitos contemporâneos com o menor custo de intervenção. Cada cidade tem a sua singularidade. Historicamente os diversos aspectos, como região geográfica; fundamento de origem; cultura popular; e vocação econômica, guiaram o seu desenvolvimento. Sendo assim, o trabalho do Urbanista, no planejamento urbano, muitas vezes transita mais em adotar alternativas e não em idealizar soluções. Em outras palavras, não é o caso de derrubar a árvore e plantá-la de novo, mas de tutorar e podar o seu crescimento. Num breve resumo, exponho preceitos do Plano-Sequência, o P-S. Aliás, a nomenclatura é lógica. Assim como na sétima arte, plano-sequência é uma tomada de ação contínua e sincrônica entre vários agentes. Primeiramente devemos ide...

GABARITO 1

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  Exemplo de escalonamento: Oka, Isay Weinfeld O porte das edificações das cidades surgiu organicamente por razões culturais e técnicas. Com o tempo, a evolução da engenharia proporcionou o alcance de grandes alturas que começaram a salientar a necessidade de compatibilização urbana. Quando se fala em prédios muito altos, a primeira referência negativa lembrada é em relação ao sombreamento; e a positiva sugere progresso econômico. Esse progresso se daria à cidade ou à uma incorporadora? O que podemos afirmar é que a sombra, sim, se daria à cidade… Não se trata de ser contra ou à favor de edificações de grande volumetria, todavia de acomodá-las na vida urbana. O desenvolvimento econômico deveria resultar diretamente no aumento da qualidade de vida citadina, entretanto, numa sociedade cunhada na concentração de riqueza, o conforto de poucos cidadãos é proporcionado pelo trabalho dos demais. Sim, pensar cidade é politizar… Na matemática urbanística, os planos diretores impõem regras. ...

MOBILIDADE 1

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  senhor Andador x senhor Rodador ( Motor Mania - Disney, 1950) O poetinha Vinicius De Moraes dizia que “a vida é a arte do encontro”. Essa máxima poderia ser adaptada para: “a cidade é o ponto de encontro”. Assim sendo, para que as pessoas se encontrem elas precisam se deslocar. Dito isso, mesmo que eu incentive - assim como Jeff Speck - o caminhante urbano, temos que concordar que existem jornadas que não são pedonalmente compatíveis. Destarte, exponho aqui práticas para a organização da mobilidade, de forma geral, adaptáveis à realidade de cada cidade. Sobretudo cumprindo a acessibilidade (para cadeirantes ou pessoas com mobilidade reduzida) e oportunizando o transporte de bens e serviços. Assim como em grau de segurança de trânsito, e segundo o meu conceito urbanístico Plano-Sequência (P-S), disponho os meios de mobilidade do menor ao maior em complexidade. CAMINHADA O deslocamento à pé é o modo de locomoção de nós humanos bípedes. Em contrapartida ao baixo custo quando compar...

URBOPLANADO 1

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Acrópole de Atenas, século V a.C. (Foto: Moza 3D ) “Poli” em grego é o prefixo que designa ‘muito(s)’. Logo é fácil de lembrar porque “polis” significa ‘cidade’. Na Grécia antiga, como Atenas e Esparta, “polis” era uma unidade social e política. Etimologicamente, assim como a palavra ‘polícia’ – guardiã da cidade – tem origem em “polis”; o termo ‘política’ – cidade comum a todos - (do sufixo “tike/tikós”) se confunde com a própria Polis. Os seres urbanos vivem em uma organização, logo política é fundamental. Seja qual for o grau de debate, nossa vida depende de combinações, portanto urbanismo é fundamental. Urbanismo em grego significa “poleodomia”, literalmente ‘cidade-casa’, de cidade/“polis”; casa/“domo” (como na palavra ‘mordomo’, o “major da casa”). Na língua portuguesa usamos essa composição latina de “Urbs”, como era a cidade de Roma; e “ismo”, o sufixo que significa “doutrina”. Para não ter que escolher o nome dos Deuses gregos em latim, como a Deusa da cidade de Atenas, Atena,...