Não tinha como ser diferente.
Como seriam bem-sucedidos os maiores super-heróis dos quadrinhos se não
combatessem o crime nas grandes cidades onde o grande público dos leitores
vive? Nos lançamentos da DC Comics, Super Homem (1938), e Homem Morcego (1939),
as cidades, ou melhor, as metrópoles dos dois eram respectivamente Metropolis e
Gotham. Ambas, baseadas em Nova York, que foi a cidade onde nasceu -
precisamente no Forest Hills/Queens - o maior super-herói da Marvel (1962), o
Homem Aranha. Aliás, em 2017 quando comprei o espetacular livro São Paulo Nas
Alturas, do jornalista Raul Juste Lores, “não sei porquê” - como diria o mestre
Oscar Niemeyer - logo imaginei o Homem Aranha pulando e se pendurando em teias
no topo dos arranha-céus da selva de pedra da Paulicéia Desvairada. Ou seja,
sem as grandes cidades, esses heróis não existiriam.
Isso é Urboplanado!



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