| Gare do Oriente - central intermodal de transportes de Lisboa, foto: Patrick Stephanou (Maio/2026) |
EURbanismo - LIS
Todo “brasiliano” (como deveria ser o nosso gentílico, pois brasileiro era o trabalhador de Pau-Brasil) deveria conhecer Portugal, império colonizador do Brasil. Aliás, se Brasil significa o vermelho da brasa, a nossa bandeira se tivesse um desenho próprio - não o da família real - poderia ser vermelha… Por ter sido a nação exploradora das terras tupiniquins, o império português replicou seu urbanismo e sua arquitetura no surgimento e no desenvolvimento das primeiras cidades do Brasil. Um “brasiliano” em visita à Portugal - nação com 10 milhões de habitantes, inferior à população da cidade de São Paulo -, reconhece, além da base cultural, a arquitetura colonial das cidades. Há uma máxima entre os viajantes do Brasil em dizer que Lisboa não é o destino ideal para um “brasiliano” conhecer a Europa, pois não (vi)verás significativas diferenças culturais, como na construção das cidades. Até entre os Portugueses é comum ouvir que eles “vão para a Europa” quando viajam para outros países da comunidade europeia, como se não fizessem parte dela... Entretanto, por toda a riqueza acumulada (saqueada das colônias) pelo império Português, assim como outros países europeus, desenvolveram a alta qualidade de vida sentida pelos imigrantes das antigas colônias. Na capital portuguesa os serviços públicos são de enorme qualidade, desde a boa escola gratuita às praças muito bem urbanizadas, como a prestação de um eficaz sistema de mobilidade e um SNS (Serviço Nacional de Saúde) similar ao amplo acesso do SUS brasuca. Em minha passagem pelo país luso, em 2026, o ponto que mais me chamou a atenção foi o padrão quase nipônico de segurança. Em Lisboa presenciei valorosos itens esquecidos nas ruas que permaneciam intocados à espera de seus desatentos donos. A experiência que tive em caminhar de madrugada e em locais ermos com celular na mão sem a preocupação de ser assaltado foi muito marcante. Eu costumo dizer que Portugal pertence aos brasileiros, pois esses trabalharam por gerações em prol da riqueza lusitana. Portanto, acho justo que tenhamos acesso a Portugal sem os constrangimentos de um imigrante a invadir, ora pois, um país que saqueou o seu.
Isso é Urboplanado!
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